Especialistas de arbitragem explicam regra da paradinha nos pênaltis

Jogada é permitida, mas para Arnaldo César Coelho e Renato Marsiglia deveria existir um regulamento para a utilização desse recurso

Na rodada do fim de semana do Campeonato Brasileiro, três jogadores converteram pênaltis para seus times utilizando a já famosa paradinha. Alex Mineiro, para o Palmeiras, Alan Bahia, para o Atlético-PR e Roger, para o Grêmio, fizeram a alegria de suas torcidas. Contudo, com o excesso de jogadores utilizando esse recurso, fica a dúvida: é permitido parar antes de marcar o pênalti?

- Existe no livro de regras da Fifa uma parte de perguntas e respostas. Uma das questões é se pode haver o fingimento do batedor de pênalti. A resposta é bem clara: sim – afirma o comentarista de arbitragem, Renato Marsiglia.

Apesar de afirmar que a jogada é legal, Marsiglia acredita que está havendo um excesso por parte dos jogadores brasileiros e que, por isso, deveria ser revista a regra.

- Em meu juízo, isso prejudica o espírito do fair-play e se transforma em uma covardia contra o goleiro. Tem jogador que chega do lado da bola e finca o pé no chão fingindo que vai bater, mas pára. É diferente do cara que dá a paradinha durante a corrida. Acredito que tem que ser estabelecido um critério para isso. 

Não é só Renato que acredita que os cobradores dos clubes brasileiros estão exagerando. Colega de profissão de Marsiglia, Arnaldo César Coelho concorda que há diferenças na maneira de se executar a paradinha.

- Na cobrança do Roger, pode-se observar claramente que lê vem correndo e dá uma paradinha na corrida dele. Já nos pênaltis cobrados pelo Alex Mineiro e pelo Alan Bahia foi totalmente diferente. Ambos correram em direção à bola, armaram o chute e no movimento do pé em direção à bola eles deram um bico na grama, pararam completamente e depois continuaram com o movimento do pé, chutando e fazendo o gol. Dar um bico na grama antes de tocar na bola, para mim, teria que voltar o pênalti – diz Arnaldo ao “Globo Esporte”. 

 

José Roberto Wright gosta do recurso


Voz dissonante entre os comentaristas de arbitragem, José Roberto Wright acredita que a paradinha é um recurso válido na execução de uma penalidade contra o infrator.

- Acho que o recurso é válido.Tirar a paradinha seria beneficiar o infrator que fez a falta. Se você impede do cobrador fazer a jogada, estará dando mais uma chance para o infrator de defender o pênalti.

 

 

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