VIOLÊNCIA, NÃO!

Comissão de Arbitragem da CBF vai exigir violência zero no Brasileiro 2008


   

A Comissão de Arbitragem da CBF divulgou que vai exigir violência zero no Campeonato Brasileiro 2008. Boa medida! Vai dar certo? Tudo depende da coragem dos apitadores. Sempre foi assim, o árbitro leva para campo a sua personalidade. Se for uma pessoa exigente no seu dia-a-dia, fará em campo o mesmo.

Há tempos, a minha preocupação fica por conta da robotização dos árbitros. O homem que comanda outros 22 em campo está sendo obrigado a usar um padrão gestual e ter atitudes homogêneas. É perigoso. Tem gente caindo de produção por causa dessa fórmula.

Na semana passada, acompanhei a atuação do árbitro gaúcho Leandro Vuaden. Ele me parece ser um apitador que não se preocupa em repetir gestos, e mostrou ter muita qualidade. Vai longe. Impedir que os técnicos dêem instruções à beira do gramado é fácil de controlar, basta querer. Vai dar aborrecimento, mas a regra é clara: não podem ficar.

Boa sorte, Sérgio Corrêa! O trabalho será intenso, mas duro mesmo é o agarra agarra, carrinho violento e rodízio de faltas.

Liberdade!

(...) A arbitragem, outra classe aviltada, não tem reconhecimento profissional e, além disso, descontam 11% de INSS para nada. E mais: pagam 27,5% de IR, 5% de ISS e 2% para os Sindicatos. O pior de tudo é que as federações têm retido o valor do imposto de renda e não recolhem para o governo federal. Isso é roubo sem arma. Para complicar, os árbitros informam corretamente à Receita Federal, que não tem comprovação do depósito do dinheiro recolhido. Mais uma reforma na Lei Pelé vai ser apresentada e nada é citado para o reconhecimento dos apitadores de futebol. Depois querem uma arbitragem segura e perfeita.

Fonte: Jornal Lance - JOSÉ ROBERTO RAMIZ WRIGHT

 

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